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dez 5, 2018

As etapas que definem o crescimento de uma empresa

Opa, tudo bom?

Um dos benefícios de ser inspirada é observar no outro uma série de etapas que fizeram aquela pessoa ou instituição chegar na sua atual situação.

E isso não só basta observar superficialmente como aquela empreendedora está neste momento ou o que aquele business faz atualmente…

É importante olharmos mais a fundo que etapas foram vencidas para que aquele estado tenha te inspirado tanto.

Até porque, as coisas não se transformam assim tão rápido, não é mesmo?

E falando em etapas, inspiração e empreendimentos, a gente também tem um certo padrão, uma série de etapas que define o crescimento de uma empresa.

E aqui eu vou explicar estas etapas que definem o crescimento de uma empresa.

#1 – SUA PRESENÇA

A primeira etapa do crescimento de uma empresa se define, superficialmente na figura da empreendedora, mas pode ser que tenha 1 ou 2 sócios.

O empreendimento consiste no início daquela ideia incrível que teve. É a inspiração se tornando real.

Aqui a paixão está à mil, a busca por uma cartela consistente de cliente é alta e pouco se sabe sobre o futuro. São apenas descobertas que irão clareando sua visão.

Por não termos uma visão clara do futuro, a gente só vai saber na prática se o caminho feito foi certo. Então, aproveite seu início para focar nas VENDAS.

Aparências e tecnologia são adquiridas depois que seu início está estabilizado.

Não tenha medo de mudar logo no início. É normal isto acontecer! Ajuste seu público-alvo, o posicionamento do seu empreendimento, o produto, como vende, onde vende. Experimente até acertar.

Com um bom começo, um bom faturamento virá.

#2 – SEU DESAFIO

Nesta etapa, você encontra uma empreendedora com uma alta margem de lucro e muito trabalho.

Suas vendas estão indo muito bem e, consequentemente, você vai precisar formar uma equipe e delegar tarefas.

As dúvidas e inseguranças virão, esteja certa disto.

Mas lembre-se de que:

  • Você tem certa estabilidade no fluxo de caixa;
  • O desafio te mostra novos caminhos;
  • Sua inspiração também passou por isso. Você também consegue.

Como falei dos desafios como caminhos, por onde seguir?

  • Desenvolva sua capacidade de gestão;
  • Aprenda a delegar tarefas, contratar, controlar e motivar equipes;
  • Organize o caos.

 

#3 – SEU AVANÇO

Seu empreendimento está em crescimento e é prazeroso ver seu sonho avançando em comparação com outras empresas.

É provável que você se encontre como inspiração para outras mulheres empreendedoras.

Bom, essas mulheres inspiradas não estão na sua pele. O avanço requer aprendizado. O aprendizado requer desafios. Serão muitos nesta etapa.

Você está vendendo muito bem, mas não consegue entregar uma boa experiência pós-venda. Sua equipe ainda não está alinhada ou ainda não possui pessoal suficiente pra entregar.

Várias pessoas entram e saem da sua empresa, suas decisões são muito mais delicadas, é difícil encontrar profissionais qualificados, você encontrará alguns custos exagerados.

Sim, será estressante. Mas serão vivências que você pode desenvolver:

  • Sua capacidade de gestão de pessoas e financeira;
  • A organização, cultura e processos da sua empresa (MUITO IMPORTANTE);
  • Seu mindset como empreendedora.

É como se você encontrasse um chefão de um game que parece que qualquer deslize fará com que você perca o jogo. Mas lembre-se de que você ainda pode contratar pessoas boas, com tempo para isso. Mais importante que o final do caminho, é com quem você vai caminhar.

#4 – SEU CONHECIMENTO

Aqui eu defini esta etapa do crescimento de uma empresa como conhecimento porque você passou da fase do aprendizado, dos desafios, e isto irá gerar conhecimento para você e sua equipe.

O interessante do conhecimento é que assim é possível transformar mais o que está dentro do que está fora. E esta é a questão desta etapa.

Você terá pouco tempo disponível para contratar pessoas. Pelo contrário, você verá uma necessidade maior de pôr mais produtos em oferta e mais pessoas para colaborar.

Lembra que eu falei em um dos pontos da etapa #3 que a organização, cultura e processos da sua empresa são muito importantes? Lembra que eu falei agora que a vantagem do conhecimento é transformar ainda mais o que está dentro?

Então. Neste momento você poderá encontrar regras, processos e mecanismos que atrasam a atividade interna.

Coisas que não foram questionadas, transformadas, melhoradas, por conta da loucura que era a etapa do avanço.

Neste momento, com conhecimento, você e sua equipe podem flexibilizar, agilizar e construir processos, organizações e culturas mais inteligentes.

Se sua empresa já foi avançando desta forma, ótimo! Você pode focar a atenção em outros pontos.

Um exemplo é a decisão. Agora você terá que se embasar muito suas decisões em planejamentos estratégicos e informações relevantes.

Surgirão muitas oportunidades de parcerias e campanhas. Cabe a você dizer com sabedoria o NÃO para quem não está alinhado à estratégia do negócio.

Sobrarão as pessoas e grupos que são capazes de trabalhar de acordo com as diretrizes estratégicas.

Isto irá render um crescimento absurdamente alto!

#5 – SEU VÔO

Sua empresa está praticamente funcionando sozinha e parcerias e contratos milionários estão sendo feitos.

Apesar deste avanço todo, qualquer erro pode gerar também quedas imensas. Não esqueça que você está em vôo.

Ainda é muito importante manter uma boa cultura organizacional, processos eficientes e visão alinhada ao planejamento estratégico da empresa.

No entanto, você e suas sociais se encontrarão com a paixão pelo empreendimento mais fraca e o dilema entre vender a empresa e continuar baterá a sua porta.

Independente das escolhas feitas, tenha muita clareza e embasamento para as suas decisões.

Bom, espero que tenha gostado deste conteúdo! São informações que podem ajudar você a organizar sua mente nas diferentes fases da carreira empreendedora.

Conhece alguém que esteja em alguma destas etapas? Compartilha pra ela e ajude-a também a ser uma pessoa que inspira.

Um beijo, tchau!

nov 27, 2018

Como formalizar seu trabalho?

Opa, tudo bom?

Vim aqui para conversar e tirar algumas dúvidas que possa ter em relação a formalizar seu trabalho.

Muita gente começa a empreender sem a devida formalização do seu trabalho. É comum acharmos que todo este esforço burocrático não vai ajudar em muita coisa e que é mais interessante focar no que estamos mais precisando no momento. Ao contrário do que achamos, formalizar seu trabalho, sendo empresária e autônoma, ajuda você a crescer com mais segurança.

Mas, o que eu sou na verdade: Empresária ou autônoma?

Para começar, as duas coisas são diferentes sim. Quando decidimos trabalhar por conta própria, temos muitos caminhos a serem seguidos. Eu vou explicar aqui as diferenças para ajudar você a formalizar seu trabalho.

Se você possui uma atividade econômica que visa a produção de riqueza através da produção de bens de consumo e de serviços, você está atuando como uma empreendedora. Ainda ficou difícil de entender? Bom, se a sua atividade visa administrar um negócio que é pautado no trabalho, na natureza (recursos) e no capital, você se encaixa na posição de empreendedora.

E será que você é uma autônoma? Bom, se a sua atividade possui natureza intelectual, artística ou literária. No geral, é aquela pessoa que atua sem sócios na colaboração, vendem seus serviços, mesmo que tenha auxiliares com você.

Então, se você trabalha como advogada, por conta própria, possui ou não auxiliares e presta serviços para pessoas ou grupos, então você se encaixa como uma autônoma ou profissional liberal.

Existem também as diferenças quando há organização em grupo de trabalho. Caso você tenha uma atividade econômica junto com outras pessoas, que visa o lucro, através de produção e distribuição de bens e serviços e partilham do retorno financeiro, você e suas sócias se encaixam na configuração de uma sociedade empresária.

Tendo um trabalho em grupo de colaboração e prestação de serviços para pessoas e grupos, de profissão intelectual (gênero), de natureza científica, literária ou artística (espécies), mesmo se contar com auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa, está dentro de uma sociedade simples.

Então, como será a forma do seu trabalho? De acordo com cada tipo, uma regulamentação é feita. Assim, você consegue crédito em bancos, exportar seus produtos e serviços, receber subsídios do governo e fechar parcerias. Pense bem em quando irá atuar e formalize seu negócio assim que as etapas que sustentam seu trabalho estejam resolvidas.

Espero que tenha ajudado! Compartilhe este texto com outras pessoas e as ajude também a começarem a ter o seu próprio trabalho. Comenta aqui embaixo se você tem mais alguma dica, sugestão ou dúvida.

 

Um beijo, tchau!

nov 21, 2018

Entendendo a gestão de pessoas: Seja uma líder!

Opa, tudo bom?

O trabalho no empreendedorismo está muito próximo das relações e gestão de pessoas. Mas ainda é difícil para você aplicar isso na sua carreira?

Bom, não é por menos, a gestão de pessoas é um esforço que exige atenção em pontos intangíveis como comportamentos, reações e visão da compreensão de seus colaboradores. Mas entendo como a gestão de pessoas funciona, se torna mais fácil direcionar a sua atenção e compreender mecanismos de melhoria do ambiente de trabalho.

Acredito que você será uma boa líder!

Por isso, eu quero compartilhar com você os conceitos básicos para entender a gestão de pessoas e você crescer ainda mais como uma empreendedora conceituada.

A gente pode dividir os conceitos básicos da gestão de pessoas em:

  • Competência;
  • Complexidade;
  • Processo de desenvolvimento;
  • Transição de carreira.

Começando pela competência, vamos entender o que significa esta palavra no ambiente empreendedor?

Antigamente as instituições consideram uma pessoa competente, aquela que tinha um longo tempo de atividade na empresa, que tinha muito tempo de casa. Isso porque as atividades eram simples, na maioria das vezes eram repetitivas e sem inovação.

A partir da década de 90, este conceito foi se transformando aqui no Brasil, considerando uma pessoa competente aquela que consegue mais resultados para a instituição. Mas como enxergar uma pessoa que pode levar bons resultados para o meu business?

De acordo com a escola Americana, uma pessoa competente era aquela que tinha conhecimento e habilidades, simplesmente. Mas também chegou a escola francesa, com a visão de competência como alguém não só possui habilidades, mas que tem capacidade de agir para o resultado. Aquela pessoa que consegue mobilizar as habilidades para atender uma demanda do contexto que trabalha é, de acordo com a escola francesa, uma pessoa competente.

Mas aí você deve se perguntar: o que é demanda do contexto?

É simplesmente o conjunto de “problemas” que a pessoa que está em um determinado cargo deve atender e solucionar. Por exemplo, um padeiro tem como demanda do contexto produzir uma certa quantidade de pães para um período de tempo. Acontece que, conforme a demanda do contexto fica mais complexo, mais intangível fica a ação baseadas nas habilidades e competências do indivíduo. Por exemplo, perceber o impacto do seu trabalho para as outras pessoas que trabalham com você é uma habilidade bem mais intangível. Esta é uma visão sistêmica da demanda do contexto. Outro exemplo é quando percebemos que um trabalho realizado neste momento pode surtir um efeito negativo daqui a 2 anos. Esta é uma visão estratégica da demanda do contexto.

Hoje, não basta somente ter habilidades. Saber como usá-las e estabelecer as ações de acordo com os valores da instituição é importante para construir um ambiente de trabalho favorável e promissor.

Em contrapartida, nós como gestores de pessoas devemos construir um ambiente de organização que seja favorável para que os colaboradores apliquem suas capacidades, dentro dos valores da instituição. Comunicar de forma clara as expectativas de entrega é uma das ações que o gestor pode e deve fazer para que os colaboradores entendam de forma clara as demandas do contexto cada vez mais intangíveis, além de um ambiente favorável para realização do trabalho.

Agora, falando sobre a complexidade, é necessário entendermos que, conforme a complexidade das atividades vai aumentando, o valor agregado à instituição também vai aumentando, melhores resultados serão vistos no empreendimento. Acredito que você tenha buscado maiores responsabilidades na vida, mais do que 2 anos atrás, por exemplo. Certo? Com isso, a sua visão sobre a vida e as pessoas mudou, não é verdade? Não que fosse ruim, mas seu comportamento muda por conta da mudança do seu ponto de vista. É assim que funciona a complexidade no trabalho. Conforme vai crescendo em um empreendimento, sua visão das pessoas e da empresa muda e suas ações internas também vão mudando. Este ambiente todo que mostrei para você se resume, na gestão de pessoas na palavra desenvolvimento. Uma pessoa se desenvolve conforme vai incorporando novas responsabilidades e atividades mais complexas, afim de conquistar satisfação profissional, se sentir importante no business, entre outros motivos que trazem benefícios, além do ônus da complexidade.

E com o crescimento do desenvolvimento de um indivíduo na instituição também tem uma visão operacional definida como carreira. O crescimento do desenvolvimento, das complexidades, vai definindo para gente a visão de uma carreira.

Tá, mas o que isso ajuda na gestão?

Bom, imagina que você tem o trabalho de analista júnior. Conforme vai atuando, vai adquirindo mais responsabilidades, a complexidade aumenta, desafios são vencidos. É natural que você não se sinta mais uma analista júnior, mas sim uma analista sênior. No entanto, a empresa mantém seu “rótulo” de júnior. Querendo ou não, nos importamos com isso. E, por um motivo qualquer, você decide ir para uma outra organização. Lá você realiza as mesmas coisas que fazia na outra empresa. A diferença é que você recebe o “rótulo” de analista sênior. Isto quer dizer que o líder desta segunda organização a reconhece melhor do que o líder da primeira empresa? De certa forma, sim. E isto faz a diferença na gestão de pessoas e no desenvolvimento do seu conjunto de colaboradores.

A gestão da complexidade também interfere na qualidade do trabalho e também diretamente na vida do colaborador. É muito comum acontecer de ocuparmos um posto de trabalho e recebermos mais e mais responsabilidades ao longo do tempo. Em algum momento nós não resistiremos à pressão que carregamos e afetará o trabalho ou nossa própria saúde. É por conta disto que gerir a carreira é importante para decidirmos, por exemplo, quando devemos transformar uma equipe única em dois grupos atuantes no setor, ou reorganizar os colaboradores de um setor.

Um fator que, através de pesquisas, foi verificado é que conforme um profissional é capaz de agregar mais valor à instituição, maior é sua remuneração. Isto acontece porque a relação é baseada na oferta e demanda, um fator microeconômico. Se eu preciso de um profissional altamente especializado, devemos ter em mente que a oferta de mão de obra deste nível é rara e, portanto, devemos remunerar mais.

Bom, a gente viu que, conforme o profissional vai adquirindo mais complexidades, vai crescendo sua carreira e, consequentemente, vai aumentando sua remuneração. Mas como funciona o processo de desenvolvimento?

O que foi observado em pesquisas no Brasil e no exterior foi que a pessoa vai adquirindo maior complexidade no trabalho na mesma relação em que ela consegue ampliar sua visão do contexto, seu nível de abstração. É importante observa que esta relação acontece simultaneamente. E o que faz uma pessoa aumentar seu nível de abstração? É a vivência e a formação.

Bom, observando isto, podemos ver que não dá para alguém crescer se não houver algum desafio na vida que nos faça ganhar maior vivência e maior formação para que, passado os desafios, ganhemos mais capacidade de abstração e assim continuar o processo de ganho de complexidade no trabalho. Como esta constatação, a gente pode ver que fazer a mesma coisa sempre e esperar resultados diferentes é insanidade e que observar os desafios da nossa vida como formas de se desenvolver é muito mais saudável. Nossa postura se torna mais responsável e temos mais chances de crescer.

Como gestor de pessoas, é importante construir um ambiente de desafios para que sua equipe possa ter meios de crescer. Nem sempre isto é confortável. As pessoas podem achar que não são capazes de crescer e possuem conflitos que fazem ver o desafio como algo ruim para ele. No entanto, é dever do líder fazer a equipe observar nos desafios como forma de desenvolvimento, além de formar um ambiente de alinhamento de equipe, de fortalecimento da sintonia entre os integrantes de um setor.

Falamos sobre competência, carreira e desenvolvimento. Vamos falar agora na transição de carreira.

Vimos como funciona o desenvolvimento e que isto altera a carreira do profissional. Agora veremos como funciona a transição de carreira. Imagine que um profissional mude de carreira e tenha um emprego novo. Esta pessoa pode se encontrar em um ambiente novo, mas terá capacidade de adquirir um nível de complexidade igual ao que tinha no emprego antigo. Ela vai se adaptar muito mais rapidamente. O que está relacionado a isto não é suas habilidades, seu conhecimento, mas sim a sua capacidade de usar seus recursos para o trabalho que está responsável, ou seja, seu nível de abstração. Então, podemos ver que o que importa mesmo é o que o profissional é capaz de realizar com o que sabe, e não simplesmente o seu conhecimento, suas habilidades. A vivência tem fator relevante para o profissional!

Dentro do seu empreendimento, haverá profissionais que se destacarão e, inevitavelmente terá a chance de ser promovido. Por exemplo, ele trabalha na área técnica e poderá ser promovido para a área gerencial daquele setor. Ele viverá uma transição de carreira e isto não é tão fácil assim. Na verdade, de acordo com estudos, é comparável o estresse de uma transição de carreira com uma separação conjugal. Então, como gestora de pessoas, é fundamental que você perceba este possível ganho de estresse do profissional e construir um ambiente em que o profissional conheça melhor o posto de trabalho que irá trabalhar no futuro. O que geralmente é feito e é muito prejudicial para o colaborador e para a instituição é colocar este profissional no novo posto de trabalho e ver no que vai dar. Se não der certo, você diz que não deixou de dar a oportunidade, se deu certo, fico satisfeita pela decisão. Por isso, mostrar de forma gradativa o novo ambiente de carreira é vantajoso. Isso também se reflete em mudanças de carreira do nível gerencial/tático para um nível de diretoria/estratégico. O processo sucessório ajuda o profissional a se adaptar ao conjunto de complexidades e demandas do contexto e consegue construir um conjunto de ações que as atendam.

Assim, a gente termina essa introdução e espero que saia daqui entendendo a gestão de pessoas um pouquinho mais. Há muito a ser falado sobre gestão de pessoas. Caso goste do tema, comenta lá no @elasonhaelafaz que eu produzo novos textos para você se desenvolver ainda mais como uma gestora de pessoas e ser uma ótima líder.

Conhece alguém que precisa ler este conteúdo? Compartilha então e amplie esta comunidade linda de colaboração do empreendedorismo feminino. Ajude outras mulheres a sonhar e fazer acontecer!

Um beijo, tchau!

 

nov 16, 2018

Slow Fashion: Nossa relação com a vestimenta se transformou.

Opa, tudo bom?

A nossa relação com a vestimenta tem se transformado, assim como muitos aspectos da sociedade. Num paralelo com avanços tecnológicos, a moda se inseriu em um quadro de mudanças na forma de pensar a vestimenta.

Com as novas possibilidades de comunicação, produção e consumo, vemos grandes empresas estabelecendo uma estrutura de consumo de moda rápida e descartável.

Mas o que pensar de nós, empreendedoras, que estamos com ideias, sonhos e conhecimento prontos para serem aplicados? É verdade que a forma de moda que citei, o Fast Fashion, não dá muita chance para a criação ou inovação.

É aí que entramos. O poder de escolha do consumidor e sua visão mais ampla da sua presença participativa da sociedade demanda para gente um modo de fazer moda que pense mais nas pessoas do que no consumo.

O Slow Fashion é um movimento relativamente recente que atraiu pessoas que questionavam a forma descartável que usamos roupas, sem levar uma autenticidade para quem usa. Conceitos como este, além da inovação, são fatores que proporcionam ao Slow Fashion o espaço para pensar: O que a moda pode fazer realmente para contribuir com o mundo?

É por isso que alguns empreendimentos investem no design, no fator criativo e na economia sustentável para criar soluções reais para o uso de roupas na vida cotidiana das pessoas. Nós não queremos só ficar lindas. Queremos ficar lindas, autenticas, confortáveis e engajadas em nosso espaço.

Então, porque não reinventarmos a moda que conhecemos e investir nossas necessidades, desejos e soluções reais no mercado?

O Slow Fashion surgiu com este intuito. O fator humano é ponto principal do movimento, onde a atenção é voltada para a humanização da cadeia de produção e de consumo. Costureiras e Costureiros são reconhecidos em suas produções, criativos pensam em todos os aspectos da vida do consumidor para gerar uma real identificação com sua marca, o consumo é revisto no âmbito individual, como construção de identidade, e no âmbito coletivo, como ação de transformação da sociedade.

Este é um mercado que ganhou força nos últimos tempos, merece um olhar atento para quem busca empreender na área ou já é atuante. Há diversos parceiros que podem acrescentar ao Slow Fashion e você pode ser mais uma agente do movimento que visa quebrar padrões nocivos do mercado da moda.

Espero muito que tenha gostado destes insights e que possa contribuir com sua caminhada empreendedora. Compartilhe este texto com todos que acharem importante e não deixe de comentar aqui ou nas plataformas sociais a sua sugestão, ideias, críticas e mensagens.

Se quiserem que eu fale mais sobre o assunto, comentem lá no insta!

Um beijo, tchau!

out 30, 2018

Fazendo pesquisa para atuar no mercado. É possível?

Opa, tudo bom?

Vivemos uma era que receber e entregar informações se tornou muito mais acessível para instituições e a população em geral. Para o empreendedorismo, se torna praticamente uma revolução! Muda totalmente a forma de enxergar negócios e mercado como todo, tanto que hoje vemos uma infinidade de segmentos de mercado e negócios crescendo em cada um deles, sendo ativamente participativo e posicionado. Incrível, né?

Mas para chegar até um segmento de mercado, temos que nos informar. O espaço para a intuição sempre vai existir, mas se valer do máximo de informações possíveis para tomar decisões se torna cada vez mais necessário. Então a gente faz o quê? Pesquisa!

Aqui neste texto eu vou tentar simplificar ao máximo essa etapa para que você comece seu projeto atendendo de forma real o segmento de mercado que escolheu atuar. Vamos lá?

Bom, para começar, montar uma pesquisa de mercado é importante para que você observe de forma mais clara um recorte do momento atual que o segmento se situa. Assim, você consegue perceber as nuances que clientes, concorrentes, fornecedores e parceiros vivem. Fica bem mais fácil tomar decisões e você não se sente dando um tiro no escuro.

As etapas para que você tenha decisões pautadas em informações são:

  • Definição do Público-Alvo e do Objetivo da pesquisa
  • Como coletar os dados? – Dados primários ou Secundários?
  • Dados primários: Qual será o método? – Qualitativa ou quantitativa?
  • Definição da amostra
  • Elaboração dos instrumentos de pesquisa
  • Aplicação da pesquisa
  • Tabulação de dados
  • Relatório final
  • Tomada de decisão

Pode parecer complicado, mas entendendo as etapas, fica bem fácil de aplicar.

 

Definição do Público-Alvo e do Objetivo da pesquisa

A primeira etapa serve para direcionar todo o trabalho a seguir. Definir o público-alvo nada mais é do que especificar que grupo você pretende abordar para pesquisar. É essencial para que a pesquisa seja fiel aos objetivos de pesquisa. Falando nele, precisamos também definir objetivos para a pesquisa, não é mesmo? Onde quero chegar com esta pesquisa? Que perguntas a pesquisa deve responder? Que problemas pretendo resolver com os resultados desta pesquisa? Estas são perguntas que devem ser respondidas com bom senso, para que você não faça trabalho atoa. Nosso tempo é valioso, né?

 

Como coletar os dados? – Dados primários ou Secundários?

Depois de dar um norte ao nosso trabalho, vamos pensar em como iremos atrás destes dados. Temos duas formas para isso:

Dados primários: Nada mais é do que começar do zero a coleta destes dados, elaborando os instrumentos, tabulando os dados e tirando conclusões com estes dados. É a pesquisa do zero.

Dados secundários: É a coleta de dados através de pesquisas já feitas. É uma bela economia de tempo se você encontrar dados que atendam aos objetivos da sua pesquisa. Caso os dados secundários não consigam responder todas as perguntas que a pesquisa deve responder, junte com os dados primários para obter um material mais rico.

 

Dados primários: Qual será o método? – Qualitativa ou quantitativa?

Esta etapa aprofunda um pouco mais sobre o planejamento que fizemos anteriormente. Caso tenha decidido por realizar sua pesquisa com dados primários, precisamos pensar em que tipo de informações queremos. Vou explicar melhor. O que eu quero é dados numéricos, que mensuram quantidade, ou eu quero informações intangíveis, como emoções, sentimentos e percepções sobre algo? Para cada tipo, temos um método. A pesquisa quantitativa trata de dados numéricos, estatísticos, sobre um determinado tema. Dados como gasto mensal, horas de uso de internet, preço médio que gasta em um produto, etc. A pesquisa qualitativa trata de coleta de percepção, reações, sentimentos, valores intangíveis. Dependendo dos seus objetivos, será necessário utilizar um, outro ou os dois métodos. Sempre de acordo com seus objetivos.

 

Definição da amostra

Quando a gente vê por aí informações de pesquisas, geralmente vemos assim, por exemplo: 40% do público gasta mais de 40 reais em e-commerce. Agora, um detalhe importantíssimo que raramente vemos associado é quem é o grupo que respondeu a pesquisa. Isso esclarece muito o entendimento dos dados. E é este detalhe que precisamos nos atentar, para que não tenhamos erros de interpretação e, consequentemente, tomadas de decisões erradas. Mas pra isso, vou explicar do que se trata essa etapa.

Lembra que lá no começo você definiu um público-alvo? Este agrupamento é generalizado para trabalharmos com uma pesquisa. O melhor jeito de contornar isso é definindo uma amostra deste agrupamento, que é chamado de universo. Dessa forma, a tabulação dos dados obtidos na pesquisa se torna mais confiável, já que você sabe da onde vieram. Por exemplo, com o universo de mulheres, entre 30 e 55 anos, com curso superior completo, residentes na região centro-oeste, você pode estruturar uma amostra de mulheres da classe C, residentes do Mato Grosso. Assim, fica mais claro para você tomar decisões baseado na pesquisa.

 

Elaboração dos instrumentos de pesquisa

Como fazer a pesquisa é uma pergunta que vai passar ou já passou pela sua cabeça. Eu vou tentar explicar de forma simples para você. Para pesquisas quantitativas e qualitativas, temos:

  • Entrevista
  • Questionário
  • Observação

Cada instrumento tem suas características que podem contribuir ou podem atrapalhar o processo. É importante que você conheça cada um e escolha a mais adequada para a sua pesquisa. Aqui ficaria muito extenso falar sobre cada um deles, então deixo para você este dever de casa!

 

Aplicação da pesquisa

Já que você decidiu qual instrumento de pesquisa usar, agora você finalmente vai realizar a pesquisa! Caso você aplique a pesquisa de forma online, tem várias formas para isso. Por exemplo, o Google oferece uma plataforma para você montar questionários que são entregues já tabulados, em forma de dados estatísticos. É bem prático! Você pode enviar esta pesquisa por Whatsapp, Facebook, E-mail, Direct… encontre o melhor canal, online ou offline, e faça os dados aparecerem!

 

Tabulação de dados

Agora que você conseguiu os dados da sua pesquisa, é hora de trata-los para que fique fácil compreendê-los. Para isso, você precisar tabulá-los. Esta etapa é importante e maçante, porque você deve ter atenção para organizar tudo e ser criativa para relacionar perguntas e suas respostas para conseguir novos insights.

Se suas perguntas foram fechadas, ou seja, se elas necessitam de respostas definidas, vai ser bem fácil para tabulação. O Excel te ajuda bastante nesta parte!

Caso você tenha usado perguntas abertas, que necessitam de respostas mais pessoais e amplas, fica mais difícil a tabulação. Mas com isso, você tem a possibilidade de mais insights, através de cruzamentos de perguntas. Você também pode classificar as respostas de forma semântica, apontando o que foi falado em cada resposta. Assim, você pode identificar que pontos foram mais citados. O importante é que você faça essa tabulação com atenção para que você possa interpretar os dados de forma clara e ter o máximo de ajuda possível para tomar as decisões necessárias.

Relatório final

Com a tabulação pronta, é hora do relatório final. Aqui você vai construir um texto informando os dados da sua pesquisa, o método usado, o universo, a amostra e conclusões relevantes para o processo. Mas você pode se perguntar: Patricia, porque eu tenho que fazer um relatório? Bom, você não é obrigada! Mas caso você queira que instituições ou pessoas invistam no seu projeto, você precisará mostrar dados que deem credibilidade. Isso inclui o relatório final de pesquisa de mercado!

Tomada de decisão

Com as conclusões feitas, você e/ou sua equipe terão informações suficientes para que possam tomar as decisões necessárias. Aqui, como qualquer aspecto da carreira, temos a base racional, através dos dados, informações e números, e temos a base intuitiva, que é o que você sente, baseada nas suas experiências profissionais e vivências. Vai ter momentos que um vai pesar mais que o outro. É importante que, independente do que vai fazer, se vai focar mais na intuição, mais nos números, ou por igual, que acredite com força na decisão tomada. Seu negócio, sua equipe, seus parceiros e colaboradores dependem disso. Como havia dito em um post, enquanto tiver confiança, tenho chances de crescer. Vai com fé, vai com razão, só vai!

Espero muito que este conteúdo tenha te ajudado.

Nos vemos por aí com mais conteúdo relevante para o seu empreendimento, seu empoderamento e autonomia. Compartilhe este texto com outras pessoas e ajude-as a se desenvolverem no empreendedorismo. Comenta aqui caso tenha dúvidas, sugestões de tema ou se quiser só dar um alô.

Um beijo, tchau!