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jan 28, 2019

Formas de monetizar seu negócio digital

Opa, tudo bem?

Se você ama empreender e também tem gosto pela vida digital, com certeza já passou pela cabeça iniciar um negócio digital, não é mesmo?

No entanto, ainda há uma enorme dificuldade em entender e gerar o principal em um negócio: renda.

Em um negócio de produção de conteúdo, por exemplo, ainda existe certa dificuldade em encontrar uma forma de ganhar renda com todo o trabalho investido.

O assunto ainda é pouco falado, eu sei. Por isso, eu quero conversar com você sobre formas de monetizar seu negócio digital. Vamos descobrir como ganhar dinheiro com conteúdo?

Encontre seu nicho de conteúdo

Antes de tudo, é preciso construir uma plataforma que tenha conteúdo relevante para um nicho. A importância de segmentar seu blog, site ou canal do youtube é que desta forma é mais propenso relacionar seu conteúdo com produtos e serviços, próprios ou de terceiros, com o conteúdo que produz.

Não é viável ter um blog que fala de notícias em geral e querer recomendar um produto que, inevitavelmente, vai atender só a um segmento. O tráfego que você vai gerar no seu blog não é engajado o bastante para olhar com interesse por um produto que, por definição, foi criado para suprir uma necessidade específica.

Então, se você tem afinidade por nutrição, por exemplo, é interessante segmentar seu conteúdo para emagrecimento, ou então para nutrição sustentável, talvez sua plataforma possa falar de nutrição de performance. São exemplos de segmentação de um assunto que, mesmo parecendo já ser segmentado, pode existir muitos nichos.

Com isso, é possível falar de produtos e serviços que REALMENTE interessam o público que você se relaciona e assim ter maiores chances de converter em vendas.

Bom, descobrimos como começar. Agora como eu posso ganhar dinheiro com isso?

O seu trabalho no blog, site ou canal vai gerar um tráfego grande e qualificado. Pessoas que se interessam por seu nicho vão até você e isto pode servir para que você venda espaço publicitário na sua plataforma. Aqui vão algumas formas:

  • Anúncios de terceiros na sua plataforma

A estrutura aqui se configura dessa forma: Você tem um espaço que consegue gerar tráfego qualificado e grande. Então você disponibiliza espaços estratégicos na sua plataforma para que outras empresas possam anunciar seu produto ou serviço. Sabendo inserir anúncios, a sua plataforma consegue ganhar mais credibilidade, autoridade e conteúdo com anúncios de terceiros que são relacionados ao nicho que você atua. Por outro lado, os anunciantes conseguem chegar até seu público-alvo com mais precisão e maiores chances de conversão, porque estão falando com pessoas que realmente se interessam pelo segmento de mercado que atua.

Para fazer isso, você deve vincular seu site, blog ou canal à ferramentas de monetização como AdSense e Lomadee por exemplo. São ferramentas famosas que ligam produtos de conteúdo e empresas que querem anunciar na internet. O Google AdSense é o mais famoso de todos, que possui um grande grupo de afiliados que disponibilizam sua plataforma de conteúdo para que empresas possam anunciar. A pessoa que tem um blog pode ganhar dinheiro com número de exibições, de cliques no anúncio ou por aquisição (você ganha uma parcela da venda feita através do anúncio que estava na sua plataforma). Cada ferramenta tem a formar de quantificar os ganhos.

  • Produtos e serviços “freemium”

Esta forma de monetização é famosa em negócios como a Netflix e Spotify, por exemplo. O conceito se baseia nas palavras “free” e “premium”. Nada mais é do que oferecer, gratuitamente, uma parcela de todos os recursos da sua plataforma de conteúdo. Caso a pessoa queira mais recursos do seu negócio, basta assinar uma conta premium para ter mais conteúdos por dia e/ou ficar livre de anúncios.

Esta forma de monetização funciona melhor com negócios que já possuem uma autoridade e credibilidade. Como que nós conseguimos autoridade e credibilidade? Com cases de sucesso, conteúdo relevante, muita criatividade, engajamento do seu público e boa segmentação.

Existem plataformas que ajudam você a transformar seu trabalho em um modelo freemium. Hoje, o próprio youtube intermedia esta monetização oferecendo a opção “seja membro”. Dessa forma, o público pode contribuir financeiramente com o canal e é recompensado com conteúdo exclusivo, brindes, entre outras coisas. Esta opção também se relaciona com o conceito de micro transações. Vale a pena saber mais!

  • Produção de conteúdo em parceria com marcas

Esta é uma das opções que pode gerar maior lucro em relação as anteriores. A estrutura funciona da seguinte maneira: Você, produtora de conteúdo, e uma empresa parceira, vão trabalhar juntos para produzir conteúdo que seja relevante para os clientes da empresa e para o seu público. Como mencionamos no começo do texto, o conteúdo sendo bem “nichado”, fica bem mais fácil de trabalhar dessa forma. Somente marcas que realmente se relacionam de alguma forma com a sua comunidade irão até você ou então você pode ir até estas marcas para oferecer um trabalho de conteúdo que gere mais conversões. Há diversos tipos de conteúdo que podem ser feitos neste caso. Há o mais comum, o post patrocinado, existe também a avaliação de produto/serviço, patrocínio por uma marca de uma série de conteúdos exclusivos, participação do seu negócio digital em um evento, entre outros. É importante lembrar aqui que você deve ter muita atenção à forma e conteúdo que mais se encaixe com sua comunidade. Lembre-se de que você construiu um espaço de forte relacionamento com um grupo e com estas parcerias você deve almejar fortificar ou manter este relacionamento, além da monetização.

Bom, ainda existem outras formas de monetizar seu negócio digital. Se for do seu interesse, comenta lá no @elasonhaelafaz que terei o maior prazer em compartilhar outras formas de monetização!

Compartilha este conteúdo que foi feito com muito carinho para você. Quero muito que mulheres possam ser mais independentes financeiramente e também possam realizar seus sonhos através do empreendedorismo. Compartilhando conteúdo relevante, você pode ajudar ainda mais!

Um beijo, tchau!

jan 16, 2019

3 autoras que falam sobre empreendedorismo

Opa, tudo bom?

Um grande prazer meu, e acredito que pode ser seu também, é conversar e trocar ideias com outras mulheres empreendedoras.

É enriquecedor poder trocar experiências, não só de empreendedorismo, mas do empreendedorismo do ponto de vista da mulher.

E como, em alguns momentos, você pode se encontrar um pouco solitária nesta caminhada, é importante você desenvolver seu networking para o bem-estar da sua carreira e da sua mente.

Caso trocar ideias, conversar com outras mulheres não seja o seu forte, não precisa culpar sua introspecção e timidez! Nada como um bom livro pra gente “conversar” com a autora, não é verdade?

Por isso e outros motivos, quero compartilhar com vocês 3 autoras que falam sobre empreendedorismo. Vamos lá?

1) Sophia Amoruso – Girl Boss

Eu já falei sobre este livro no meu canal. Faz alguns anos que eu li e pude ter grandes inspirações e lições através da história da autora. Questões essenciais como ter certeza que empreender é a sua praia, saber sobre riscos calculados são abordados de uma forma que eu achei incrível.

Para quem não conhece a Sophia, vou resumir BEM a história dela no empreendedorismo: Sophia começou aos 22 anos vendendo roupas usadas no eBay. Aos trancos e barrancos ela foi crescendo e desenvolvendo sua loja no eBay até que, 8 anos depois, ela se tornou CEO da Nasty Gal, uma loja virtual gigante, de mais de 100 milhões de dólares.

2) Linda Rottenberg – De Empreendedor e Louco Todo Mundo Tem Um Pouco. Perder o Juízo Pode Ser Um Bom Caminho

Se você conhece o empreendedorismo como é hoje, agradeça a ela. Linda Rottenberg foi pioneira no empreendedorismo global por 20 anos. Ela é formada pela Harvard College e pela Yale Law School e Co-fundadora do Endeavor Global, Inc. A partir da sua experiência profissional, da sua história como empreendedora, a autora ajuda você a entender e desenvolver o pensamento empreendedor. Algo que nos impulsiona, mas também nos paralisa e confunde se não a entendemos e conhecemos.

3) Liana Melo – Beleza Natural. A História da Rede de Cabeleireiros que Levantou a Autoestima das Brasileiras

Quem estudou um pouco dos casos mais conhecidos no empreendedorismo, com certeza já ouviu falar no Beleza Natural. O empreendimento que começou lá no Rio de Janeiro, depois de muitos testes, alguns que acabaram deixando o irmão de Zica careca, se tronou pioneiro no mercado de beleza voltado para os cabelos cacheados, junto com a parceria de Leila Velez.

A história do Beleza Natural é fundamental para você entender como um empreendimento atua na necessidade de grupos sociais e como a inovação pode levar até estes grupos uma solução. Zica Assis e Leila Velez, junto com seus sócios, são verdadeiras inspirações!

Espero muito que tenha gostado destas dicas! Tem mais alguma autora que você gosta e não encontrou aqui? Compartilha comigo aqui mesmo ou lá no perfil @elasonhaelafaz.

Compartilhe também este conteúdo para que outras mulheres conheçam a história de empreendedoras que cresceram com seus empreendimentos.

Um beijo, tchau!

dez 17, 2018

A sua comunidade tem valor. Do tamanho que tiver

Opa, tudo bom?

Veremos aqui que, não só as audiências enormes que vemos nas influenciadoras famosas convertem em rentabilidade. Micro comunidades possuem vantagens.

Desta vez, vamos falar um pouco mais sobre o mercado de influenciadores digitais, um tipo de negócio digital que simboliza muito o trabalho na internet, mesmo sabendo que existem inúmeros outros meios de trabalho.

O poder de fala, de se comunicar de forma cativante e intimista, tomou o poder do tradicional meio de publicidade com figuras que representem os desejos e necessidades do público.

Com a fama, competência e inovação, influenciadores ganham cada vez mais pessoas para a sua comunidade. Isto reflete em alta audiência e com isso, grandes marcas se interessam por este vínculo valioso.

No entanto, com o progressivo conhecimento do mercado e estudos de caso, vemos que os micros influenciadores possuem uma vantagem sobre os grandes.

Justamente o que achamos ser a grande vantagem dos mega influenciadores, o vínculo com sua comunidade, se torna ainda mais forte com os micro influenciadores.

Mas como assim?

Bom, vou explicar. A grande sacada do trabalho de conteúdo e relacionamento com uma comunidade é justamente este vínculo tão próximo.

Não é um trabalho fácil e se torna um desafio cada vez maior conforme sua comunidade cresce.

Estabelecer um vínculo com cada pessoa pertencente da comunidade fica mais difícil quando temos milhões e milhões querendo atenção, comunicando e esperando conteúdo segmentado.

É aí que vemos a diferença com o micro influenciador. Sua comunidade pode ter vínculo maior.

Dessa forma, métricas como engajamento, impressões e conversão são maiores em relação aos mega influenciadores.

Marcas e agências já perceberam esta diferença e viram que investir em micro influenciadores pode resultar em maior conversão para o seu negócio.

No entanto, ambas as partes (influenciador e marca) devem ter uma boa percepção da comunidade que vão atuar, pois são grupos bem segmentados.

A relação entre o interesse da marca e a capacidade criativa do micro influenciador deve estar com uma boa sintonia.

Não se engane, isto não acontece da noite para o dia e devemos ter muito conhecimento do público.

Se você é micro influenciadora ou é uma marca que busca desenvolver estratégias de marketing com maior engajamento, fique atenta à comunidade que atua.

O grande tesouro da comunicação online é o vínculo que possuímos com o grupo que pertencemos e a transformação que você busca levar para a sua comunidade.

Não desanime se ainda não está vivendo a sua expectativa de ser uma mega influenciadora. Você tem uma moeda poderosa nas mãos.

A comunidade será sua base. Trate-a com atenção e inovação.

Espero que tenha gostado destas dicas e que faça bom proveito delas para o seu empreendimento.

Compartilhe este texto e ajude a mais micro influenciadoras a se desenvolverem e fazerem do mercado mais forte.

Um beijo, tchau!

dez 5, 2018

As etapas que definem o crescimento de uma empresa

Opa, tudo bom?

Um dos benefícios de ser inspirada é observar no outro uma série de etapas que fizeram aquela pessoa ou instituição chegar na sua atual situação.

E isso não só basta observar superficialmente como aquela empreendedora está neste momento ou o que aquele business faz atualmente…

É importante olharmos mais a fundo que etapas foram vencidas para que aquele estado tenha te inspirado tanto.

Até porque, as coisas não se transformam assim tão rápido, não é mesmo?

E falando em etapas, inspiração e empreendimentos, a gente também tem um certo padrão, uma série de etapas que define o crescimento de uma empresa.

E aqui eu vou explicar estas etapas que definem o crescimento de uma empresa.

#1 – SUA PRESENÇA

A primeira etapa do crescimento de uma empresa se define, superficialmente na figura da empreendedora, mas pode ser que tenha 1 ou 2 sócios.

O empreendimento consiste no início daquela ideia incrível que teve. É a inspiração se tornando real.

Aqui a paixão está à mil, a busca por uma cartela consistente de cliente é alta e pouco se sabe sobre o futuro. São apenas descobertas que irão clareando sua visão.

Por não termos uma visão clara do futuro, a gente só vai saber na prática se o caminho feito foi certo. Então, aproveite seu início para focar nas VENDAS.

Aparências e tecnologia são adquiridas depois que seu início está estabilizado.

Não tenha medo de mudar logo no início. É normal isto acontecer! Ajuste seu público-alvo, o posicionamento do seu empreendimento, o produto, como vende, onde vende. Experimente até acertar.

Com um bom começo, um bom faturamento virá.

#2 – SEU DESAFIO

Nesta etapa, você encontra uma empreendedora com uma alta margem de lucro e muito trabalho.

Suas vendas estão indo muito bem e, consequentemente, você vai precisar formar uma equipe e delegar tarefas.

As dúvidas e inseguranças virão, esteja certa disto.

Mas lembre-se de que:

  • Você tem certa estabilidade no fluxo de caixa;
  • O desafio te mostra novos caminhos;
  • Sua inspiração também passou por isso. Você também consegue.

Como falei dos desafios como caminhos, por onde seguir?

  • Desenvolva sua capacidade de gestão;
  • Aprenda a delegar tarefas, contratar, controlar e motivar equipes;
  • Organize o caos.

 

#3 – SEU AVANÇO

Seu empreendimento está em crescimento e é prazeroso ver seu sonho avançando em comparação com outras empresas.

É provável que você se encontre como inspiração para outras mulheres empreendedoras.

Bom, essas mulheres inspiradas não estão na sua pele. O avanço requer aprendizado. O aprendizado requer desafios. Serão muitos nesta etapa.

Você está vendendo muito bem, mas não consegue entregar uma boa experiência pós-venda. Sua equipe ainda não está alinhada ou ainda não possui pessoal suficiente pra entregar.

Várias pessoas entram e saem da sua empresa, suas decisões são muito mais delicadas, é difícil encontrar profissionais qualificados, você encontrará alguns custos exagerados.

Sim, será estressante. Mas serão vivências que você pode desenvolver:

  • Sua capacidade de gestão de pessoas e financeira;
  • A organização, cultura e processos da sua empresa (MUITO IMPORTANTE);
  • Seu mindset como empreendedora.

É como se você encontrasse um chefão de um game que parece que qualquer deslize fará com que você perca o jogo. Mas lembre-se de que você ainda pode contratar pessoas boas, com tempo para isso. Mais importante que o final do caminho, é com quem você vai caminhar.

#4 – SEU CONHECIMENTO

Aqui eu defini esta etapa do crescimento de uma empresa como conhecimento porque você passou da fase do aprendizado, dos desafios, e isto irá gerar conhecimento para você e sua equipe.

O interessante do conhecimento é que assim é possível transformar mais o que está dentro do que está fora. E esta é a questão desta etapa.

Você terá pouco tempo disponível para contratar pessoas. Pelo contrário, você verá uma necessidade maior de pôr mais produtos em oferta e mais pessoas para colaborar.

Lembra que eu falei em um dos pontos da etapa #3 que a organização, cultura e processos da sua empresa são muito importantes? Lembra que eu falei agora que a vantagem do conhecimento é transformar ainda mais o que está dentro?

Então. Neste momento você poderá encontrar regras, processos e mecanismos que atrasam a atividade interna.

Coisas que não foram questionadas, transformadas, melhoradas, por conta da loucura que era a etapa do avanço.

Neste momento, com conhecimento, você e sua equipe podem flexibilizar, agilizar e construir processos, organizações e culturas mais inteligentes.

Se sua empresa já foi avançando desta forma, ótimo! Você pode focar a atenção em outros pontos.

Um exemplo é a decisão. Agora você terá que se embasar muito suas decisões em planejamentos estratégicos e informações relevantes.

Surgirão muitas oportunidades de parcerias e campanhas. Cabe a você dizer com sabedoria o NÃO para quem não está alinhado à estratégia do negócio.

Sobrarão as pessoas e grupos que são capazes de trabalhar de acordo com as diretrizes estratégicas.

Isto irá render um crescimento absurdamente alto!

#5 – SEU VÔO

Sua empresa está praticamente funcionando sozinha e parcerias e contratos milionários estão sendo feitos.

Apesar deste avanço todo, qualquer erro pode gerar também quedas imensas. Não esqueça que você está em vôo.

Ainda é muito importante manter uma boa cultura organizacional, processos eficientes e visão alinhada ao planejamento estratégico da empresa.

No entanto, você e suas sociais se encontrarão com a paixão pelo empreendimento mais fraca e o dilema entre vender a empresa e continuar baterá a sua porta.

Independente das escolhas feitas, tenha muita clareza e embasamento para as suas decisões.

Bom, espero que tenha gostado deste conteúdo! São informações que podem ajudar você a organizar sua mente nas diferentes fases da carreira empreendedora.

Conhece alguém que esteja em alguma destas etapas? Compartilha pra ela e ajude-a também a ser uma pessoa que inspira.

Um beijo, tchau!

out 30, 2018

Fazendo pesquisa para atuar no mercado. É possível?

Opa, tudo bom?

Vivemos uma era que receber e entregar informações se tornou muito mais acessível para instituições e a população em geral. Para o empreendedorismo, se torna praticamente uma revolução! Muda totalmente a forma de enxergar negócios e mercado como todo, tanto que hoje vemos uma infinidade de segmentos de mercado e negócios crescendo em cada um deles, sendo ativamente participativo e posicionado. Incrível, né?

Mas para chegar até um segmento de mercado, temos que nos informar. O espaço para a intuição sempre vai existir, mas se valer do máximo de informações possíveis para tomar decisões se torna cada vez mais necessário. Então a gente faz o quê? Pesquisa!

Aqui neste texto eu vou tentar simplificar ao máximo essa etapa para que você comece seu projeto atendendo de forma real o segmento de mercado que escolheu atuar. Vamos lá?

Bom, para começar, montar uma pesquisa de mercado é importante para que você observe de forma mais clara um recorte do momento atual que o segmento se situa. Assim, você consegue perceber as nuances que clientes, concorrentes, fornecedores e parceiros vivem. Fica bem mais fácil tomar decisões e você não se sente dando um tiro no escuro.

As etapas para que você tenha decisões pautadas em informações são:

  • Definição do Público-Alvo e do Objetivo da pesquisa
  • Como coletar os dados? – Dados primários ou Secundários?
  • Dados primários: Qual será o método? – Qualitativa ou quantitativa?
  • Definição da amostra
  • Elaboração dos instrumentos de pesquisa
  • Aplicação da pesquisa
  • Tabulação de dados
  • Relatório final
  • Tomada de decisão

Pode parecer complicado, mas entendendo as etapas, fica bem fácil de aplicar.

 

Definição do Público-Alvo e do Objetivo da pesquisa

A primeira etapa serve para direcionar todo o trabalho a seguir. Definir o público-alvo nada mais é do que especificar que grupo você pretende abordar para pesquisar. É essencial para que a pesquisa seja fiel aos objetivos de pesquisa. Falando nele, precisamos também definir objetivos para a pesquisa, não é mesmo? Onde quero chegar com esta pesquisa? Que perguntas a pesquisa deve responder? Que problemas pretendo resolver com os resultados desta pesquisa? Estas são perguntas que devem ser respondidas com bom senso, para que você não faça trabalho atoa. Nosso tempo é valioso, né?

 

Como coletar os dados? – Dados primários ou Secundários?

Depois de dar um norte ao nosso trabalho, vamos pensar em como iremos atrás destes dados. Temos duas formas para isso:

Dados primários: Nada mais é do que começar do zero a coleta destes dados, elaborando os instrumentos, tabulando os dados e tirando conclusões com estes dados. É a pesquisa do zero.

Dados secundários: É a coleta de dados através de pesquisas já feitas. É uma bela economia de tempo se você encontrar dados que atendam aos objetivos da sua pesquisa. Caso os dados secundários não consigam responder todas as perguntas que a pesquisa deve responder, junte com os dados primários para obter um material mais rico.

 

Dados primários: Qual será o método? – Qualitativa ou quantitativa?

Esta etapa aprofunda um pouco mais sobre o planejamento que fizemos anteriormente. Caso tenha decidido por realizar sua pesquisa com dados primários, precisamos pensar em que tipo de informações queremos. Vou explicar melhor. O que eu quero é dados numéricos, que mensuram quantidade, ou eu quero informações intangíveis, como emoções, sentimentos e percepções sobre algo? Para cada tipo, temos um método. A pesquisa quantitativa trata de dados numéricos, estatísticos, sobre um determinado tema. Dados como gasto mensal, horas de uso de internet, preço médio que gasta em um produto, etc. A pesquisa qualitativa trata de coleta de percepção, reações, sentimentos, valores intangíveis. Dependendo dos seus objetivos, será necessário utilizar um, outro ou os dois métodos. Sempre de acordo com seus objetivos.

 

Definição da amostra

Quando a gente vê por aí informações de pesquisas, geralmente vemos assim, por exemplo: 40% do público gasta mais de 40 reais em e-commerce. Agora, um detalhe importantíssimo que raramente vemos associado é quem é o grupo que respondeu a pesquisa. Isso esclarece muito o entendimento dos dados. E é este detalhe que precisamos nos atentar, para que não tenhamos erros de interpretação e, consequentemente, tomadas de decisões erradas. Mas pra isso, vou explicar do que se trata essa etapa.

Lembra que lá no começo você definiu um público-alvo? Este agrupamento é generalizado para trabalharmos com uma pesquisa. O melhor jeito de contornar isso é definindo uma amostra deste agrupamento, que é chamado de universo. Dessa forma, a tabulação dos dados obtidos na pesquisa se torna mais confiável, já que você sabe da onde vieram. Por exemplo, com o universo de mulheres, entre 30 e 55 anos, com curso superior completo, residentes na região centro-oeste, você pode estruturar uma amostra de mulheres da classe C, residentes do Mato Grosso. Assim, fica mais claro para você tomar decisões baseado na pesquisa.

 

Elaboração dos instrumentos de pesquisa

Como fazer a pesquisa é uma pergunta que vai passar ou já passou pela sua cabeça. Eu vou tentar explicar de forma simples para você. Para pesquisas quantitativas e qualitativas, temos:

  • Entrevista
  • Questionário
  • Observação

Cada instrumento tem suas características que podem contribuir ou podem atrapalhar o processo. É importante que você conheça cada um e escolha a mais adequada para a sua pesquisa. Aqui ficaria muito extenso falar sobre cada um deles, então deixo para você este dever de casa!

 

Aplicação da pesquisa

Já que você decidiu qual instrumento de pesquisa usar, agora você finalmente vai realizar a pesquisa! Caso você aplique a pesquisa de forma online, tem várias formas para isso. Por exemplo, o Google oferece uma plataforma para você montar questionários que são entregues já tabulados, em forma de dados estatísticos. É bem prático! Você pode enviar esta pesquisa por Whatsapp, Facebook, E-mail, Direct… encontre o melhor canal, online ou offline, e faça os dados aparecerem!

 

Tabulação de dados

Agora que você conseguiu os dados da sua pesquisa, é hora de trata-los para que fique fácil compreendê-los. Para isso, você precisar tabulá-los. Esta etapa é importante e maçante, porque você deve ter atenção para organizar tudo e ser criativa para relacionar perguntas e suas respostas para conseguir novos insights.

Se suas perguntas foram fechadas, ou seja, se elas necessitam de respostas definidas, vai ser bem fácil para tabulação. O Excel te ajuda bastante nesta parte!

Caso você tenha usado perguntas abertas, que necessitam de respostas mais pessoais e amplas, fica mais difícil a tabulação. Mas com isso, você tem a possibilidade de mais insights, através de cruzamentos de perguntas. Você também pode classificar as respostas de forma semântica, apontando o que foi falado em cada resposta. Assim, você pode identificar que pontos foram mais citados. O importante é que você faça essa tabulação com atenção para que você possa interpretar os dados de forma clara e ter o máximo de ajuda possível para tomar as decisões necessárias.

Relatório final

Com a tabulação pronta, é hora do relatório final. Aqui você vai construir um texto informando os dados da sua pesquisa, o método usado, o universo, a amostra e conclusões relevantes para o processo. Mas você pode se perguntar: Patricia, porque eu tenho que fazer um relatório? Bom, você não é obrigada! Mas caso você queira que instituições ou pessoas invistam no seu projeto, você precisará mostrar dados que deem credibilidade. Isso inclui o relatório final de pesquisa de mercado!

Tomada de decisão

Com as conclusões feitas, você e/ou sua equipe terão informações suficientes para que possam tomar as decisões necessárias. Aqui, como qualquer aspecto da carreira, temos a base racional, através dos dados, informações e números, e temos a base intuitiva, que é o que você sente, baseada nas suas experiências profissionais e vivências. Vai ter momentos que um vai pesar mais que o outro. É importante que, independente do que vai fazer, se vai focar mais na intuição, mais nos números, ou por igual, que acredite com força na decisão tomada. Seu negócio, sua equipe, seus parceiros e colaboradores dependem disso. Como havia dito em um post, enquanto tiver confiança, tenho chances de crescer. Vai com fé, vai com razão, só vai!

Espero muito que este conteúdo tenha te ajudado.

Nos vemos por aí com mais conteúdo relevante para o seu empreendimento, seu empoderamento e autonomia. Compartilhe este texto com outras pessoas e ajude-as a se desenvolverem no empreendedorismo. Comenta aqui caso tenha dúvidas, sugestões de tema ou se quiser só dar um alô.

Um beijo, tchau!